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Técnicas de enfrentamento

Técnicas para lidar com a ansiedade na hora em que ela aperta

Fundador, centered space15 técnicas, organizadas pelo que você precisa7 min de leitura

Quase toda lista de técnicas para lidar com a ansiedade tem 100 itens e não serve para nada no momento em que você precisa de uma. Esta aqui está organizada pelo que está acontecendo: um corpo que não assenta, uma mente que não para, um impulso que você está prestes a seguir, ou um dia que você está encarando sozinho.

A resposta curta

Uma técnica de enfrentamento é qualquer coisa que te ajude a atravessar um momento difícil sem piorá-lo. As que funcionam mais rápido são as do corpo: alongar a expiração, molhar o rosto com água fria, nomear cinco coisas que você consegue ver. As da mente — nomear o sentimento, mudar o enquadre, colocar tudo no papel — funcionam melhor depois que o corpo já assentou um pouco. Você não precisa de quinze. Precisa de duas ou três que vá mesmo usar.

O que uma técnica de enfrentamento é de verdade

Uma técnica de enfrentamento não é cura e não é pensamento positivo. É uma coisa específica e repetível que você faz e que baixa a intensidade de um momento difícil o suficiente para você conseguir pensar de novo. A régua é essa. Ela não precisa resolver a situação, e não precisa te fazer sentir bem — só precisa te impedir de piorar o momento.

Esse enquadre importa, porque a maioria das pessoas desiste das técnicas pelo motivo errado: tenta uma, ela não apaga a ansiedade, e a conclusão vira “não funcionou”. Sair de um 9 e chegar a um 6 é funcionar.

Comece pelo corpo — ele é mais rápido

Quando você está de fato ativado, a parte pensante do cérebro não está totalmente disponível. Tentar raciocinar para sair disso é como discutir com um alarme de incêndio. As técnicas do corpo funcionam mais rápido porque não dependem da parte de você que está fora do ar.

  1. Alongue a expiração. Soltar o ar por mais tempo do que você o puxa é a alavanca mais confiável que existe. O suspiro fisiológico — duas inspirações pelo nariz e uma expiração longa — é a versão mais rápida.
  2. Respire em quadrado. A respiração quadrada (4 inspirando, 4 segurando, 4 soltando, 4 segurando) é melhor que o suspiro para sustentar a calma por vários minutos, em vez de derrubar um pico.
  3. Frio no rosto. Água fria, uma lata gelada nas maçãs do rosto, ou sair para o ar livre. É abrupto, é físico, e interrompe uma espiral melhor do que qualquer coisa que você possa dizer a si mesmo.
  4. Tire a energia para fora. A ansiedade mobiliza energia que não tem para onde ir. Trinta segundos de escada, flexões na parede ou sacudir as mãos dão um destino a ela.
  5. Escaneie e solte. Um escaneamento corporal rápido encontra a mandíbula, os ombros e a barriga que você vem apertando sem perceber.

Depois, volte para o presente

A ansiedade mora no futuro; a ruminação mora no passado. A ancoragem é a família de técnicas que te devolve ao único lugar onde nada está dando errado agora — aqui.

  1. 5-4-3-2-1. Cinco coisas que você vê, quatro que você toca, três que você ouve, duas que você cheira, uma que você sente o gosto. O passo a passo completo está em técnicas de ancoragem para ansiedade.
  2. Um objeto, em detalhe. Escolha qualquer coisa no ambiente e descreva para você mesmo como se fosse para alguém que não consegue ver. Cor, peso, temperatura, as pequenas imperfeições.
  3. Pés e gravidade. Apoie os dois pés inteiros no chão e note a pressão. Parece simples demais. Funciona porque é uma sensação real acontecendo agora.

Técnicas para a mente, quando ela já consegue te ouvir

Estas precisam um pouco mais da parte pensante do cérebro, e é por isso que vêm depois, não antes.

  1. Nomeie o sentimento. Colocar uma palavra específica numa emoção reduz de forma mensurável a intensidade dela — nomear para amansar explica por que “sobrecarregado” funciona melhor que “mal”.
  2. Tire da cabeça e coloque em algum lugar. Esvaziar a mente — tudo, sem ordem, sem filtro — faz sua cabeça parar de ensaiar as mesmas seis preocupações em looping.
  3. Redirecionar, liberar, reenquadrar. Não dá para ganhar uma briga com um pensamento. Como parar pensamentos negativos mostra o que fazer no lugar disso.
  4. Fale com você como falaria com alguém que ama. A autocompaixão não é moleza; é a versão da conversa interna que sustenta mudança de verdade.
  5. Use uma frase em que você acredita. Mantras para acalmar funcionam quando são honestos e ligados aos seus valores, e saem pela culatra quando são uma mentira que você tenta se vender.

Técnicas para o momento antes de agir por impulso

Aqui o trabalho é outro. A meta não é calma — é atravessar os próximos vinte minutos sem fazer a coisa de que você vai se arrepender.

  1. Surfe. Um impulso parece permanente e não é. Surfar o impulso é como você pega a onda até ela quebrar.
  2. Faça o check-in HALT. Com fome, com raiva, sozinho, cansado — o check-in HALT pega a necessidade banal escondida debaixo de um sentimento grande com mais frequência do que você imagina.
  3. Encontre o ponto de escolha. O ponto de escolha é a pequena brecha em que você percebe que ficou fisgado e pode escolher um passo em direção à vida que você quer, em vez de para longe dela.
  4. Alargue a pausa. Pausar antes de reagir é a mesma habilidade aplicada à raiva e à reatividade.

Não pule a conexão

O instinto quando você está mal é se fechar — justo no ponto em que o contato ajudaria mais. Voltar a se conectar começa menor do que uma conversa: uma mensagem que não precisa de resposta, um nome para o qual você olha de propósito.

As que constroem o seu piso

Tudo acima é para o momento difícil. Estas são as que fazem os momentos difíceis serem menos frequentes e menos íngremes — e só funcionam se você as fizer quando não precisa delas.

  1. Mais dias do que não. Constância vale mais que intensidade — uma sequência quebrada não é uma prática fracassada.
  2. Conte com a queda. Um recuo não apaga o seu progresso, mesmo quando parece exatamente que apaga.

Como escolher as suas

Não tente guardar quinze técnicas na cabeça. Num pico de verdade você não vai lembrar de nenhuma. Escolha uma técnica do corpo e uma da mente, pratique em dias comuns num 3 de 10, e deixe que elas virem as duas para as quais você corre automaticamente num 8.

Uma regra simples para escolher na hora

Se o coração está disparado, comece pelo corpo. Se a mente está em looping, comece tirando aquilo da cabeça. Se você está prestes a fazer algo de que vai se arrepender, comece ganhando tempo. Se você está sozinho com isso há dias, comece por uma pessoa.

As técnicas, sem a leitura.

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Perguntas frequentes

Quais são as melhores técnicas para lidar com a ansiedade?

As mais rápidas são as do corpo, porque não dependem da parte do cérebro que sai do ar sob estresse: alongar a expiração, molhar o rosto com água fria, se mexer por trinta segundos, ou fazer a ancoragem 5-4-3-2-1. As técnicas da mente, como nomear a emoção, esvaziar a mente no papel ou reenquadrar o pensamento, funcionam melhor depois que o corpo já assentou um pouco.

De quantas técnicas eu preciso de verdade?

Duas ou três. Num pico real você não vai lembrar de uma lista de quinze, então é melhor ter uma técnica do corpo e uma da mente praticadas até virarem automáticas. Pratique em dias comuns, com baixa intensidade, para que estejam disponíveis na intensidade alta.

Qual a diferença entre uma técnica de enfrentamento e evitação?

Uma técnica de enfrentamento baixa a intensidade para você conseguir encarar a coisa; a evitação baixa a intensidade removendo a coisa, e costuma cobrar juros. Rolar o feed, beber e cancelar tudo funcionam no curto prazo e deixam a próxima vez mais difícil. Um teste útil: isso me deixa mais capaz de lidar com isso daqui a uma hora, ou menos?

E se a técnica não funcionar?

A maioria das pessoas julga essas técnicas pela régua errada. A meta não é apagar o sentimento — é tirar intensidade suficiente para você conseguir pensar e escolher. Sair de um 9 para um 6 é a técnica funcionando. Se nada muda mesmo, isso costuma ser sinal de trocar de categoria, e não de se esforçar mais na mesma.

Isto não é orientação médica. São técnicas gerais de bem-estar, não tratamento para uma condição médica ou psiquiátrica. Se a ansiedade, o humor baixo ou os pensamentos intrusivos estão afetando o seu dia a dia, converse com um médico ou com um psicólogo. Em crise, procure o número de emergência do seu país ou uma linha de apoio.