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Respiração

Exercícios de respiração para a ansiedade

Fundador, centered spaceSeis padrões, uma regra6 min de leitura

Existem dezenas de técnicas de respiração e quase todas fazem a mesma coisa por caminhos diferentes. Aqui está a regra que sustenta todas elas, seis padrões que vale conhecer, e qual escolher em cada situação.

A resposta curta

Toda técnica de respiração que reduz a ansiedade funciona pelo mesmo mecanismo: uma expiração mais longa que a inspiração. O ritmo cardíaco sobe quando você puxa o ar e cai quando você solta, então dar mais peso à saída te desacelera. Se você está num pico, use o suspiro fisiológico — duas inspirações, uma expiração longa. Se quer uma calma estável por vários minutos, use a respiração quadrada ou o 4-7-8. Se não lembrar de mais nada, só faça a saída ser mais longa.

A única regra por trás de todas elas

Seu ritmo cardíaco não é constante. Ele sobe um pouco quando você inspira e cai quando você expira — um padrão normal e saudável. Toda técnica de respiração eficaz explora isso do mesmo jeito: passe mais tempo expirando do que inspirando, e o seu ritmo cardíaco médio desce.

Por isso as contagens específicas importam bem menos do que se imagina. Um 4 inspirando e 6 soltando não é significativamente diferente de um 3 e 5. O que importa é a proporção e a lentidão. Perto de cinco a seis respirações por minuto é onde a maior parte da pesquisa se concentra.

Se você lembrar de uma coisa só

Soltar por mais tempo do que puxar. Essa única instrução já é a maior parte do benefício de todas as técnicas abaixo.

1. O suspiro fisiológico — o mais rápido para um pico

Duas inspirações pelo nariz (uma cheia, depois uma curta e rápida por cima), e então uma expiração longa e lenta pela boca. De uma a três rodadas.

É esta que você usa quando algo acabou de acontecer e você está subindo. A inspiração dupla reinfla os alvéolos colapsados nos pulmões, o que torna a expiração seguinte mais eficiente em liberar gás carbônico. Há evidência de ensaio controlado de que alguns minutos por dia disso superam o mesmo tempo de mindfulness comum em humor e ativação. O detalhe completo está em o suspiro fisiológico.

2. Respiração quadrada — melhor para estabilidade contínua

Inspire em 4, segure 4, solte em 4, segure vazio 4. Repita por dois a cinco minutos.

O ritmo parelho e a estrutura contável fazem desta a mais fácil de segurar quando a mente está acelerada — sempre existe um próximo número. É a escolha padrão antes de um momento de pressão, mais do que durante uma crise. Veja respiração quadrada.

3. Respiração 4-7-8 — para desacelerar

Inspire pelo nariz em 4, segure 7, solte pela boca em 8. Quatro ciclos já bastam para começar.

A pausa longa e a expiração bem longa fazem desta uma forte desaceleradora, e é por isso que costuma ser indicada antes de dormir. Também é a mais provável de incomodar no começo — se 7 e 8 forem esforço demais, reduza tudo e mantenha as proporções (2-3,5-4 funciona bem). Não faça esta em pé nas primeiras vezes.

4. Expiração alongada simples — quando contar já é demais

Inspire normalmente. Solte o ar por cerca do dobro do tempo. Sem pausas, sem números fixos.

Às vezes a contagem vira mais uma coisa em que falhar. Esta versão mantém a única parte que importa e descarta o resto. É também a mais discreta — ninguém na reunião percebe.

5. Respiração diafragmática (na barriga) — para quem respira curto por padrão

Uma mão no peito, outra na barriga. Respire de modo que a mão de baixo se mova e a de cima quase não. Devagar, para dentro da barriga, e solte devagar.

A respiração ansiosa tende a subir para o peito e ficar curta. Isto retreina o padrão. É menos uma ferramenta de emergência e mais uma prática de cinco minutos por dia, e deixa as outras mais fáceis.

6. Respiração com lábios franzidos — quando parece que falta ar

Inspire pelo nariz em 2. Solte pelos lábios franzidos — como se assoprasse uma vela devagar — em 4.

A sensação de falta de ar numa crise de ansiedade costuma vir de respirar demais, não de menos; você tem oxigênio de sobra e gás carbônico de menos. A resistência dos lábios franzidos desacelera a saída e ajuda a reequilibrar isso, por isso alivia a sensação de não conseguir respirar. Relevante durante uma crise de ansiedade.

Qual delas, quando

  1. Acabou de acontecer algo, estou subindo: suspiro fisiológico.
  2. Tenho uma coisa difícil daqui a dez minutos: respiração quadrada.
  3. Não consigo desligar na hora de dormir: 4-7-8, ou veja ansiedade à noite.
  4. Sinto que falta ar: lábios franzidos.
  5. Estou em público e não posso dar bandeira: expiração alongada.
  6. Quero precisar disso menos com o tempo: diafragmática, todo dia.

Se os exercícios de respiração te deixam mais ansioso

Isso acontece com uma parcela relevante das pessoas, e não é fracasso. Prestar muita atenção na própria respiração pode em si virar algo ameaçador, principalmente se a sua ansiedade gira em torno de sensações físicas, e segurar o ar pode ser genuinamente desagradável.

Se for o seu caso: tire todas as pausas, mantenha só o alongamento da expiração, deixe os olhos abertos, e considere começar por algo que não seja interoceptivo — a ancoragem pelo ambiente é uma porta de entrada melhor. Outras opções estão em como lidar com a ansiedade.

No ritmo certo, para você não contar.

centered space marca o ritmo de cada padrão visualmente — siga a forma, e o tempo se resolve sozinho.

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Perguntas frequentes

Qual é o melhor exercício de respiração para a ansiedade?

Depende do momento. Para um pico repentino, o suspiro fisiológico — duas inspirações pelo nariz e uma expiração longa — funciona mais rápido. Para uma calma sustentada antes de um evento estressante, a respiração quadrada é mais fácil de segurar. Para desacelerar à noite, o 4-7-8. Todos funcionam pelo mesmo mecanismo: uma expiração mais longa que a inspiração.

Por que uma expiração mais longa acalma?

Seu ritmo cardíaco sobe um pouco quando você inspira e cai quando você expira. Passar mais tempo na fase de expiração significa mais tempo com o ritmo caindo, o que reduz a média e sinaliza ao corpo que não há emergência. Esse é o mecanismo por trás de praticamente toda técnica de respiração eficaz.

Por quanto tempo eu preciso fazer um exercício de respiração?

De uma a três rodadas do suspiro fisiológico podem mudar um pico agudo em menos de um minuto. Para padrões mais estáveis, como a respiração quadrada, dois a cinco minutos é o usual. A pesquisa sobre respiração lenta em geral encontra efeitos por volta de cinco a seis respirações por minuto, sustentadas por alguns minutos.

Exercícios de respiração podem piorar a ansiedade?

Para algumas pessoas, sim. Focar de perto na própria respiração pode em si parecer ameaçador, especialmente se a sua ansiedade gira em torno de sensações físicas, e segurar o ar pode ser desconfortável. Se isso acontecer, tire as pausas, mantenha só a expiração alongada, deixe os olhos abertos, ou comece pela ancoragem no ambiente em vez de qualquer coisa focada na respiração.

Isto não é orientação médica. São técnicas gerais de bem-estar, não tratamento para uma condição médica ou psiquiátrica. Se a ansiedade, o humor baixo ou os pensamentos intrusivos estão afetando o seu dia a dia, converse com um médico ou com um psicólogo. Em crise, procure o número de emergência do seu país ou uma linha de apoio.